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Roberto Montanhini fala sobre os desafios na nutrição de aves e suínos no Brasil.


Roberto é novo diretor de Planejamento Comercial da Safeeds. Com mais de 15 anos de experiência, o médico veterinário, com MBA pela Fundação Getúlio Vargas, Mestrado e Doutorado em Ciências Veterinárias, fala à Avicultura Industrial sobre o mercado internacional e nacional de aditivos.

AI – Qual sua trajetória no mercado nacional e internacional de nutrição animal?
RMN - Comecei a trabalhar como nutricionista numa cooperativa em 2002, onde ocupei por pouco mais de quatro anos o cargo de gerente de Nutrição e das fábricas de rações. Fui depois para uma empresa de premixes, onde assumi a gerência do Departamento Técnico, ficando cerca de dois anos na função. Após esse período, atuei numa multinacional em cargos de gestão de contas, gerente Comercial, gerente Técnico Brasil e gerente Técnico América do Sul. Recebi, então, o convite para atuar na França, primeiro como gerente Mundial de Pesquisas em Aves e depois como gerente Técnico Mundial. Em abril desse ano, recebi o convite da Safeeds para ser o diretor Estratégico Comercial da empresa, cargo que ocupo desde então.

AI - O senhor desenvolveu diversos projetos em nutrição animal. Poderia destacar os principais?
RMN – Na Cooperativa, tecnificamos a forma de se visualizar a nutrição, dando uma ênfase mais científica às tomadas de decisões. Além disso, tive a oportunidade de estruturar projetos em unidades produtoras de ração e premix. Na premixeira fui responsável pela montagem do Departamento Técnico de Qualidade e Validação de Produtos. Na multinacional, foram várias atuações em desenvolvimento de negócios, procedimentos de prestação de serviços e criação e colocação de produtos no mercado.

AI - Como o senhor vê o desenvolvimento da nutrição de aves e suínos no Brasil em relação a outros países?
RMN – No parâmetro tecnificação, o Brasil é referência em avicultura e suinocultura. A nossa capacidade adaptativa e técnica vem da capacitação da nossa equipe. O técnico de nutrição animal brasileiro deveria ser referência, mas acaba não sendo pela falta de oportunidade de trabalhar no exterior ou até mesmo pela oportunidade de ficar no país. Hoje, as tecnologias para produção de rações são excelentes, mas a questão é quanto custa a sua inclusão na formulação. A tecnologia brasileira se desenvolve, mas não no mesmo nível encontrado em países da América do Norte, Europa ou até mesmo na China.

AI – Nos últimos anos, o senhor esteve na França atuando no mercado de aditivos. Como é esse mercado na Europa?
RMN – Uma coisa é o desenvolvimento do produto, outra é a aplicação. Países europeus – ou mesmos os asiáticos –, que são as referências dos aditivos mais conhecidos do mercado, têm uma metodologia de desenvolvimento extremamente rigorosa. Isso faz com que a probabilidade da assertividade seja muito maior. Eles têm boa técnica para desenvolver os seus produtos, porém ainda há espaço no tocante à aplicação. Ou seja, são bons fabricantes, mas menos envolvidos com a nutrição animal se comparado às empresas brasileiras. A aplicabilidade depende de flexibilidade, conhecimento de campo e da cadeia de nutrição, áreas de alta competência de brasileiros e latino-americanos. O Brasil tem a competência, a capacidade técnica para garantir que uma tecnologia seja bem aplicada, mas as indústrias produtoras de aditivos têm muito a desenvolver em termos de tecnologia para se chegar ao que é feito na indústria internacional.

AI - Quais são os desafios e suas perspectivas passando a atuar no mercado brasileiro? 
RMN – As perspectivas são favoráveis. A agropecuária brasileira tem condições de chegar aonde quiser. Sobre os meus desafios na Safeeds, estou aqui para contribuir com o desenvolvimento mercadológico e estratégico, sobretudo, de ações relacionadas aos clientes.
Na Safeeds aplicarei os conhecimentos de desenvolvimentos de aditivos obtidos na França, com os conhecimentos de aplicação na indústria conforme o Brasil sabe fazer, aliando assim, as fortalezas da indústria europeia com as fortalezas da indústria brasileira.
Nossa missão é de que nos tornemos top of mind nas soluções em que trabalhamos. A Safeeds está numa frente de investimentos muito importante, tanto em recursos humanos, fabris, lançamentos de produtos inovadores e aquisição de novos negócios. 

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